O
REI QUE COMEU GRAMA PARA RECONHECER QUE DEUS É DEUS!
Daniel
4:34 Ao fim daquele período, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, e
percebi que o meu entendimento tinha voltado. Então louvei o Altíssimo; honrei
e glorifiquei aquele que vive para sempre. O seu domínio é um domínio eterno; o
seu reino dura de geração em geração. 35 Todos os povos da terra são como nada
diante dele. Ele age como lhe agrada com os exércitos dos céus e com os
habitantes da terra. Ninguém é capaz de resistir à sua mão ou dizer-lhe: “O que
fizeste?”
A
riqueza, a glória e o poder atraem os homens. A ostentação sempre tem um lugar
em nossos corações. Gostamos de exibir o que somos e, principalmente, o que
possuimos. Pense comigo: Desde a roupa nova que adquirimos (seja simples ou
luxuosa), até carros e casas, somos propensos a querer que os outros vejam
aquilo que temos. É assim que começa o nosso esforço para querermos a riqueza,
a glória (sermos reconhecidos e aplaudidos por aquilo que conquistamos) e o
poder. Em muitos casos, pessoas perdem, vendem e deliberadamente esquecem seus
valores familiares, morais e espirituais para alcançarem o poder.
Nabucodonosor
era um general da Babilonia que aniquilou Ninive, a então capital do Império
Assírio. Reconstruiu a cidade de Babilônia e destruiu Judá, capturando
Jerusalém e destruindo o primeiro Templo em 587 AC. Só por estes feitos, ele já
era um rei respeitadíssimo. Quem ousaria alguma coisa contra aquele que
“desafiou” o Deus de Israel?
Nabucondonozor
também era um sonhador...seus sonhos lhe causaram muita insônia, mas ele teve a
felicidade de ter capturado Daniel, que era um adolescente judeu levado pelas
tropas do exército babolônico como prisioneiro de guerra. Daniel já havia
interpretado outro sonho do rei que quase custou a vida de todos os
encantadores e advinhos da coorte real. Este rei caldeu também já havia
testemunhado um dos grandes milagres do Velho Testamento, bem debaixo do seu
nariz: Tres jovens, que como Daniel, foram levados como cativos para Babilônia,
se recusaram adorar a sua imagem e foram jogados vivos numa fornalha
impressionantemente quente! Ananias, Misael e Azarias cairam amarrados na
fornalha e não tiveram nenhum fio de cabelo do corpo queimados; e para a
admiração de Nabucodonozor, tiveram a companhia de um quarto homem que, nas
palavras do rei, “era semelhante ao filho dos deuses.” – Bem, com estas
experiências, poderíamos deduzir que este monarca caldeu “de converteu”!
Errado!
O
rei teve outro sonho, só que desta vez, ele contou o sonho (porque da primeira
vez, ele não quiz nem contar o que tinha sonhado, com medo que seus advinhos o
enganassem). Daniel é chamado, Deus dá a interpretação do sonho para Daniel e o
que Jeová revelou, aconteceu. Mesmo com o conselho de Daniel, o rei não se
humilhou nem reconheceu a soberania de Deus.
O
desejo de ostentar tudo o que fez e o que possuia, tornou-se num grande e
irreversível orgulho que fez com que o Senhor Deus colocasse o maior imperador
da época para comer grama, vivendo como um animal irracional!
Depois
de ter, literalmente pastado (comer pasto), este homem honrou e glorificou ao
Deus Altíssimo. Nabucodonozor reconheceu que, por mais poderoso que seja um
homem, reino, império ou estado, diante de Deus eles são insignificantes. Deus
é porque que Ele é, e não porque eu creio ou deixo de crer! Isto ficou tão
impregnado na mente deste monarca que, ele deixou uma conclusão teológica
básica para qualquer pessoa que queira ter um relacionamento sincero e íntimo
com o Todo-Poderoso: Nada nem ninguém pode resistir a Deus! Uma vez que Ele
determinou alguma coisa, pronto! Está feito!
Muitas
vezes me vejo questionando a Deus por tantas coisas que, na minha sincera,
porém ignorante “achologia”, penso estar errada, fora do lugar, inapropriada,
injusta, etc., etc., etc. Deus compartilha os Seus planos com seus filhos
íntimos, mas para que estes façam parte (participem) daquilo que Ele quer
fazer. Não obstante Ele seja bondoso demais para “contar” com simples mortais
como nós para fazermos Sua obra, nunca devemos sequer esboçar um resquício de
orgulho neste privilégio. Ser um cooperador na obra de Deus, é um ato da Sua
graça e não um mérito daquilo que eu sou ou possuo!
Deus
dá e tira, faz e desfaz quando e como ele quizer! Nem o mais extraordinário dos
homens, nem o mais comum dos mortais podem se jactar diante do Senhor de toda a
Terra! Que nunca precisemos “comer grama’ para reconhecer isto e viver nesta
verdade!
Deus
te abençoe!